23
mai
2018
Com vendas em alta, SICC surpreende pelos bons resultados e já projeta crescimento

Feira foi encerrada nesta quarta-feira (23) e organizadores planejam a edição de 2019

Movimentação recorde em feira de GramadoFoto: André Feltes

Corredores lotados, estandes ocupados com lojistas, muita troca de informação, e principalmente, vendas. Os três dias do SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado mostraram um varejo atento à toda inteligência sobre tendências de moda que estava concentrada nos pavilhões do Serra Park, em Gramado (RS), e disposto a renovar seus estoques. Desde a última segunda-feira (21), lojistas de todo o Brasil e do exterior tiveram a oportunidade de conhecer os lançamentos que a indústria calçadista brasileira preparou para a primavera e o verão.

Os resultados da feira, que chegou à sua 27ª edição, surpreenderam os organizadores e os expositores. “Já existia uma sinalização de uma tímida retomada da economia setorial. Mas o que vimos aqui foi uma situação bem surpreendente: um movimento muito grande nos corredores e largos sorrisos nos rostos dos nossos expositores. Acho que todos venderam, talvez alguns menos e outros mais, mas vimos pedidos nos estandes”, afirma o diretor da Merkator Feiras e Eventos, promotora do SICC, Frederico Pletsch.

Com as vendas em andamento, começa o planejamento para a próxima edição da feira. Em 2019, o SICC será realizado nos dias 20, 21 e 22 de maio. “O bom resultado desses três dias já tem gerado resultados práticos em relação à próxima edição. Alguns dos nossos expositores já nos procuraram buscando aumentar a área que ocuparão no ano que vem. Outros já estão garantindo sua participação na feira desde agora” explica Pletsch.

Além do aumento no espaço ocupado pelos expositores, a projeção é seguir crescendo também em volume de visitantes. “Nós estamos projetando para a próxima edição um crescimento em torno de 15%, tanto no espaço da feira como no número de visitantes. Para aumentar o espaço, já estamos em tratativas com todos os responsáveis, desde o proprietário do pavilhão até os órgãos municipais, como a prefeitura e mesmo os organismos estaduais para licenças ambientais. Tudo para a ampliação física do Serra Park. Acredito que teremos ótimas notícias nas próximas semanas. As peças publicitárias da próxima feira já estão prontas, tendo a imagem da modelo Manuela Teixeira ressaltando a diversidade de estilo que ultimamente permeia os eventos de moda.

PROMOTORA – A Merkator Feiras e Eventos tem a parceria das seguintes entidades: Sindicato da Indústria de Calçados de Estância Velha, Sindicato da Indústria de Calçados de Ivoti, Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, Sindicato da Indústria de Calçados de Novo Hamburgo, Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé, Sindicato da Indústria de Calçados de Sapiranga e Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas.

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22
mai
2018
SICC se consolida como feira estratégica para o setor de calçados e acessórios para o verão 2019

Feira realizada em Gramado é historicamente baseada no binômio turismo e negócios

Negociação SICCFoto: Dinarci Borges

O SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado, realizado no Serra Park, em Gramado (RS) até amanhã (23), é palco de uma intensa divulgação e troca de conhecimentos sobre a moda do verão 2018 e 2019. Esta feira tem a característica de reunir uma gama de profissionais envolvidos na criação de tendências, como estilistas, digital influencers, blogueiras, jornalistas e lojistas. A convergência desta intensa comunicação são informações de alta qualidade sobre estilo, consumo e os mais diversos modelos de negócio. Frederico Pletsch, diretor da Merkator Feiras e Eventos, promotora da feira, ressalta essa importante vertente da feira: “Para além da orgânica e fundamental relação entre turismo e negócios que o SICC sempre propiciou, a circulação de informações e conceitos de moda de ponta se tornou uma das principais características da feira. Isso solidifica a relevância da feira a cada ano”.

Mas esta 27ª edição também mostra a movimentação da economia brasileira neste período. O varejo nacional está preocupado com preços e com prazos de pagamento, enquanto o mercado externo se revela muito mais comprador. “No primeiro dia da feira isto ficou evidente”, diz Werner Júnior, diretor da Werner Calçados, empresa de calçados femininos, e presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas (RS). “Ontem foi o dia de muita prospecção nos estandes por parte dos lojistas nacionais. Hoje eles estão voltando e fazendo pedidos maiores e mais relevantes”, diz ele. Sobre o mercado internacional, Júnior se diz muito satisfeito, pois hoje sua empresa comercializa 45% da produção para diversos mercados. “Só nesta feira já recebi empresários da Rússia, Ilhas Maurício e Israel efetivando negócios de portes médio e grande”, afirma ele.

 Os empresários que se dedicam aos calçados masculinos e infantis têm a mesma opinião. Roberto Barbosa, diretor comercial da paulista Ferracini, marca de calçados masculinos, afirma que as vendas estão acima das expectativas de antes da feira.” Vendemos muito bem. O conforto está em alta nesta feira por isto calçados esportivos, no nosso segmento, virou vedete”, diz ele. O calçadista gaúcho de calçados infantis – Bibi –  Marlin Kohlrausch, diz que esta é a tendência da feira: “vendas e muito relacionamento com o cliente e troca de conhecimento com todos os personagens do mercado. Aqui temos o feedback do nosso trabalho. Isto é fundamental para todos os agentes do nosso cluster”, finaliza ele.

 PROMOTORA – A Merkator Feiras e Eventos tem a parceria das seguintes entidades: Sindicato da Indústria de Calçados de Estância Velha, Sindicato da Indústria de Calçados de Ivoti, Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, Sindicato da Indústria de Calçados de Novo Hamburgo, Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé, Sindicato da Indústria de Calçados de Sapiranga e Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas.

  

Serviço:

SICC – Salão Internacional do Couro e do Calçado

Data: 21, 22 e 23 de maio de 2018

Local: Centro de Eventos do Serra Park, Gramado(RS)

Número de Expositores: 400

Número de Marcas: 1.800

Expectativa de visitantes: 18 mil nos três dias de feira

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23
abr
2018
SP-Arte/2018 apresenta crescimento nas vendas e aponta para retomada e otimismo do mercado

34 mil pessoas passaram pelo Pavilhão da Bienal durante os cinco dias de evento que reuniu mais de 160 expositores

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A 14ª edição da SP-Arte, que aconteceu de 11 a 15 de abril, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, contou com a participação de 132 celebradas galerias nacionais e internacionais de arte e de 33 expositores de design, entre galerias e artistas independentes. Edição mais concorrida, passaram pelo evento cerca de 34 mil pessoas.

O Festival, mais uma vez, reforçou o seu caráter plural, abraçando através da programação e seleção dos seus expositores diversas linguagens e manifestações artísticas. A intensa agenda de eventos que acompanhou a última semana em galerias e instituições culturais espalhadas pela cidade reforçaram o papel da SP-Arte como um agente impulsionador do consumo cultural. Acessíveis a diversos públicos, gratuitas e variadas, as atividades em torno da feira cumpriram também seu papel educativo e inclusivo, tanto socialmente como profissionalmente, possibilitando o acesso ao mercado de trabalho para novos artistas e profissionais do setor.

“Todos os indicadores econômicos recentes já sinalizavam para uma recuperação da economia brasileira. Iniciamos essa edição bastante otimistas e a nossa expectativa se confirmou: tivemos a concretização de ótimos negócios e um volume de vendas superior ao dos dois últimos anos”, afirma Fernanda Feitosa, diretora e idealizadora da SP-Arte.

“Cerca de 20% das obras negociadas custavam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil e 30% até 50 mil reais. Esses números refletem uma oxigenação do cenário que a SP-Arte vem acompanhando ao longo de suas últimas edições, observada através da abertura de novos espaços e da formação de um novo público de colecionadores e apreciadores de arte”, reforça Fernanda Feitosa. “Ao mesmo tempo, o interesse do público por obras de artistas já consagrados se manteve. 37% das obras vendidas tinham estavam na faixa de R$ 50 mil a R$ 250 mil. E outras 16%, superam os R$ 250 mil”, complementa Fernanda.

Foram registrados bons negócios em todos os setores do evento, Solo, Repertório, Geral, Design e Núcleo Editorial. Entre os artistas brasileiros mais procurados , destaque para Abraham Palatnik, Alfredo Volpi, Arnaldo de Melo, Denise Milan, Franz Krajcberg, Lygia Pape, Marina Weffort, Nelson Leirner, Paulo Nazareth, Regina Parra, Rubem Valentim, Simone Cupello, Vik Muniz, Waldemar Cordeiro, entre outros. No campo internacional, destaque para os artistas Ai Weiwei, Antoni Tàpies, León Ferrari, Liliana Porter, Mladen Stilinovic e Roy Lichtenstein.

Destaques

Mais uma vez, a SP-Arte atraiu as mais renomadas galerias de arte do mundo, de 15 países distintos. A alemã neugerriemschneider, por exemplo, apresentou trabalhos do sueco Andreas Eriksson e do dinamarquês Olafur Eliasson, além da instalação do artista e ativista chinês Ai Weiwei – a peça foi uma das mais fotografadas pelos visitantes.

A londrina Stephen Friedman trouxe trabalhos em madeira de Stefan Balkenhol, artista que atualiza a tradição alemã de escultura entalhada e pintada. Já a White Cube, que mantém espaços em Londres e Hong Kong, trouxe obras de nomes de peso como os ingleses Damien Hirst e Antony Gormley, e ainda do alemão Georg Baselitz.

A Mendes Wood DM chamou atenção por uma montagem expositiva que fugiu das tradicionais paredes brancas. O estande da galeria foi cercado pelas cortinas azuis de Daniel Steegmann Mangrané. Ao centro, uma instalação de Kishio Suga, além de trabalhos de Paulo Nazareth.

No setor Solo, destaque para o artista recifense Bruno Faria, da galeria mineira Periscópio. O jovem chamou atenção com a exposição de um veículo em pleno Pavilhão: uma Brasília sucateada, enferrujada, em referência à decadência da capital do País.

As esculturas de Ilya Fedotov-Fedorov marcaram a estreia da Rússia no Festival com a galeria Fragment. Os trabalhos em tecidos de Marina Weffort, da Cavalo, encantaram o público pela delicadeza: moviam-se a cada brisa ocasionada pela aproximação dos transeuntes às obras.

No Repertório, a gigante americana Marian Goodman marcou presença com peças do francês Christian Boltanski. Entre as galerias nacionais que participaram do setor, a Sé, que apresentou uma série inédita de Arnaldo de Melo e Jaqueline Martins, com trabalhos do pintor e gravador gaúcho Victor Gehrard. Ainda pouco conhecidos pelo grande público, os dois artistas foram bastante procurados pelos colecionadores. Os bambus coloridos de Ione Saldanha também chamaram atenção dos visitantes no estande da Almeida e Dale.

A 14ª edição da Feira contou com a estreia de 29 galerias de arte, do Brasil e do mundo. Entre as 16 nacionais que pela primeira vez ocuparam estandes no Pavilhão da Bienal, 12 são de São Paulo e sua região metropolitana. É o caso, por exemplo, das novatas Adelina, Verve e OMA, Janaina Torres e Houssein Jarouche, todas, ao final do Festival, satisfeitas com o resultado.

Novidades

O setor Performance foi um dos destaques desta edição. Em um espaço dedicado a esta prática artística, o público pôde assistir a cinco performances simultâneas e ininterruptas, selecionadas por Paula Garcia, curadora independente e colaboradora do Marina Abramovic Institute.

Os artistas participantes permaneceram no local por todo o período do Festival, da abertura do Pavilhão até o cerrar das portas, dia após dia, em um exercício de resistência física e mental.

A dupla Protovoulia, formada por Jéssica Goes e Rafael Abdalla, criou cenários com uma grande quantidade de cinzas, terra e porcelanas. Ao longo dos dias, a dupla cercou a mesa do performer e chef Gabriel Vidolin e chegou a trocar de lugar com Karla Girotto, artista que improvisou coreografias por horas a fio.

O coletivo Brechó Replay promoveu uma série de ações chamando a atenção para a opressão sofrida pela população negra. Pouco a pouco, a causa tomou forma sobre as paredes que os cercavam, com frases com alusão à luta. Em meio a esse movimento, Paul Setúbal se mantinha concentrado enquanto sustentava uma escultura de 250 quilos de Franz Weissmann, se esforçando para não deixar que o monumento cedesse ao peso.

Mais uma vez, as visitas guiadas temáticas fizeram sucesso entre os visitantes. Em um universo de cerca de 2 mil artistas e mais de 5 mil obras, os circuitos se intercalaram, oferecendo ao público um olhar apurado acerca dos principais destaques desta edição. Os encontros, que reuniram mais de mil pessoas, foram guiados por profissionais da área.

Design

No setor Design, o público pôde conferir espaços organizados por 33 expositores, de grandes destaques do design brasileiro autoral, a respeitados antiquários e designers independentes – outra novidade desta edição.

Dos 12 criadores independentes, Ana Neute por Itens destacou-se com luminárias de capim dourado, fibra típica do Jalapão. A estreante Micasa foi ponto certo de visitantes com peças de ícones do surrealismo da arquitetura catalã: Salvador Dalí, com Leda Chair e Antoni Gaudí, autor do Banco Batlló e da Calvet Chair.

Entre os estandes em evidência, a Firma Casa foi sucesso de público com lançamento da coleção Astral, da arquiteta Candida Tabet, com nove peças exclusivas inspiradas nas formas do balaústre, elemento típico da arquitetura europeia. Jacqueline Terpins apresentou vasos de cristal incandescentes inspirados em blocos de gelo. Já a Prototyp& lançou uma linha inédita, com peças que evidenciam a conexão entre a pureza dos materiais e elementos xamânicos e indígenas.

A Etel apostou no certo: apresentou a coleção Únicos e múltiplos, que trouxe peças de três designers e arquitetos brasileiros: Jorge Zalszupin, Paulo Werneck e Oscar Niemeyer. A Ovo, por sua vez, chamou atenção com as duas linhas inéditas que apresentou ao público: Xeque, série de seis mesas inspiradas no jogo de xadrez, e Escrita, conjunto de cabideiros de aço carbono com banho de bronze.

As tapeçarias da Passado Composto do Século XX, uma delas reproduzida a partir de uma pintura de Alfredo Volpi e outra assinada por Genaro de Carvalho, também se destacaram no último piso do Pavilhão. Outro destaque do setor foi a exposição idealizada especialmente pela SP-Arte com 16 carrinhos de chá, assinados por nomes emblemáticos como Gregori Warchavchik, Lina Bo Bardi, Zanini de Zanine e Jorge Zalszupin, compreendendo nove décadas do design brasileiro.

Lançamentos

Importante plataforma de impulsionamento editorial nas artes, a SP-Arte recebeu o lançamento de mais de 30 publicações. O evento reuniu destacadas editoras e nomes do mercado de arte brasileiro e estrangeiro. Os lançamentos foram coletivos, atraindo um público diverso e garantindo uma interação constante no local.

Entre os títulos destacados, Cildo – estudos, espaços, tempo (editora Ubu); Beijing Overshoot, de Cláudia Jaguaribe (Estúdio Madalena); Carla Chaim (Cobogó); e O círculo de Theon Spanudis (Cult Arte e Comunicação).

Talks

Já tradicional na programação da SP-Arte, o programa Talks cumpriu sua missão e fez da 14ª edição do Festival Internacional de Arte de São Paulo um ambiente fértil para o diálogo sobre temas atuais e relevantes do campo das artes visuais.

Os cinco encontros – gratuitos e abertos reuniram artistas, colecionadores e especialistas de cultura em palestras e debates com o público. As mesas foram transmitidas ao vivo pelo Facebook da SP-Arte e contaram com a apresentação da jornalista Adriana Couto.

O painel de abertura do ciclo de debates abordou a arte e a diversidade de gênero. Participaram Ariel Nobre e Rosa Luz, artistas criadores de trabalhos multimídia bastante diferentes entre si, com um tema comum: a luta pela representatividade e empoderamento de trans e travestis. A conversa foi mediada por Paula Alzugaray, editora da revista Select, cuja última edição foi dedicada ao tema.

A relação da performatividade com o combate contra exclusão, social ou de gênero, foi o tema da conversa entre Paula Garcia, curadora do setor de Performance da SP-Arte, e dos artistas visuais Maurício Ianês e Bruno Mendonça. No terceiro encontro Raul Juste Lores, autor do livro São Paulo nas Alturas, fez um resgate sobre o “milagre arquitetônico” que aconteceu em São Paulo entre as décadas de 1950 e 1960.

O universo digital e sua influência sobre as artes deu o tom do quarto painel, com Giselle Beiguelman, artista, curadora e professora da USP, que apresentou seu último trabalho Odiolândia. Luli Radfahrer, apresentou um panorama da história das redes sociais e uma projeção sobre seu futuro.

O último debate girou em torno dos colecionadores nos novos tempos. Akio Aoki, diretor da Galeria Vermelho, mediou uma conversa entre Aaron Cezar, da Delfina Foundation, com o colecionador Pedro Barbosa. Em seguida, a norte-americana Betty Duker falou de sua coleção de arte latino-americana. Por fim Pulane Kingston, da África do Sul destacou a força dos trabalhos de artistas negras africanas, foco de sua coleção.

Prêmios

A artista Brígida Baltar, da Galeria Nara Roesler, foi a vencedora do prêmio de R$ 25 mil concedido pela Fundação Marcos Amaro. A SP-Arte entregou o Prêmio Illy Sustain Art de R$ 25 mil ao artista Rodrigo Cass, da Fortes D’Aloia e Gabriel.

Laura Belém, da galeria Athena Contemporânea, foi ganhadora do Prêmio de Residência SP-Arte de 2018, promovido em parceria com a Delfina Foundation, de Londres (Reino Unido). E Túlio Pinto, da Baró Galeria, foi nomeado para o prêmio latino-americano de aquisição EFG Bank & ArtNexus, criado para apoiar artistas cujo trabalho é pré-selecionado através de um processo de júri em cinco feiras de arte contemporânea do continente.

Doações

Durante a SP-Arte, uma série de instituições culturais foram agraciadas com trabalhos expostos no Pavilhão da Bienal, fruto de doações generosas dos amantes da arte. Até agora, doze obras já foram listadas como doações realizadas no Pavilhão, contemplando instituições como o MAM e a Pinacoteca.

Programação externa

Em 2018, a SP-Arte consolidou seu formato como Festival, lançado na última edição, espalhando-se pela cidade para além dos limites do Ibirapuera. Entre os dias 5 e 15 de abril, São Paulo recebeu cerca de 200 eventos voltados à arte e ao design: inúmeras aberturas de exposições e visitas guiadas em galerias e museus, performances, lançamentos de livros e uma série de atividades especiais que reuniram o melhor da arte brasileira e internacional por toda a cidade.

Nos dias 9 e 10 de abril, a capital paulista abrigou a terceira edição do Gallery Night, iniciativa que reuniu cerca 50 galerias e importantes espaços culturais paulistanos com o intuito de impulsionar o mundo das artes da cidade nos dias que antecederam o festival. Ao longo das duas noites, os apreciadores da arte puderam aproveitar a efervescência cultural da cidade ao circular pelos bairros de Pinheiros, Vila Madalena, Jardins e Itaim Bibi.

Entre os destaques, Turbulência, evento do Instituto Tomie Ohtake que reuniu uma intensa programação, entre conversas com artistas, visitas com curadores e ainda performance inédita de Bené Fonteles.

No dia 14, o público teve a oportunidade de visitar mais de 30 ateliês de artistas. Na ocasião, os artistas não só abriram a porta de seus espaços de criação ao público, mas também versaram sobre seus processos, linhas de pesquisa e apresentaram obras inéditas. Concentrado na Vila Madalena, o circuito permitiu passeios a pé entre quatro espaços coletivos – Projeto Fidalga, Fonte, Vão e Hermes -, locais que concentram ateliês de nomes como Ding Musa, Carla Chaim, Ivan Padovani e Nino Cais.

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20
abr
2018
Sesc Belenzinho apresenta em maio mostra YOYO

Tudo que vai, volta, com trabalhos de artistas como Dudi Maia Rosa, Guto Lacaz, Regina Silveira e Sandra Cinto

41409586301_4f93874d79_kSetamancos, de Lia Chaia| crédito: divulgação 

Enxergar a Arte como parte da vida e do cotidiano. Entender que para se aproximar dela não é necessário conhecimento ou técnicas artísticas prévias, mas uma disposição para apreender o mundo. Enxergá-la em cada gesto, cada brincadeira, cada pensamento. E, principalmente, entender que as crianças são público de arte e que as exposições devem buscar acolhê-las e aproximá-las de seu universo. São as máximas por trás de YOYO – Tudo que vai, volta, mostra de arte contemporânea voltada para o público infantil que o Sesc Belenzinho apresenta a partir do dia 5 de maio.

A exposição é uma coletiva de nove artistas contemporâneos em atividade, que criaram ou identificaram em sua produção obras que valorizam o diálogo amplo e direto com as crianças. O projeto, que tem curadoria de Ricardo Ribenboim, foi idealizado por Liana Mazer, editora da revista infantil independente YOYO, em parceria com Renata Rödel, Diretora Adjunta da Base7 Projetos Culturais.

“Para o Sesc, avançar mais além de concepções funcionalistas da arte significa abrir espaços a maneiras diversas de pensar e agir e uma disposição para correr riscos, surpreendendo-se com novos olhares e maneiras de interagir. E sabendo da importância de vivências passadas na construção de caminhos futuros, estimular outras idas e vindas neste universo”, afirma Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do Sesc São Paulo.

Na interlocução com os artistas, foram selecionados trabalhos e instalações que podem ser experimentadas das mais variadas formas. O movimento lança-se então como fio condutor da exposição, e a interação com o público é a forma de impulsioná-lo. Segundo Ricardo Ribenboim, “Os significados da exposição se movimentam a partir da interação. Você gira uma manivela, por exemplo, e vê a obra acontecer diante de si”.

Dudi Maia Rosa, Franklin Cassaro, Gisela Motta, Guto Lacaz, Leandro Lima, Lia Chaia, Raul Mourão, Regina Silveira e Sandra Cinto escancaram ao público o funcionamento de seus trabalhos e expõem suas inspirações, sugerindo uma discussão franca sobre o fazer artístico. São artistas contemporâneos, de diversas idades e com experiências diferentes. O que os une é a disponibilidade em participar de um desafio que é criar e pensar seus trabalhos em diálogo com um público específico, as crianças.

“Partilhamos a crença de que não existe uma única linguagem indicada para o público infantil e que a investigação de formas de contar, mostrar e de fazer é comum entre as crianças e os artistas”, afirma Ribenboim. “Além disso, acreditamos que intensificar nossa experiência do mundo e nos fazer refletir sobre ela é uma das funções da arte nos dias de hoje, que pode ser plenamente usufruída pelo público infantil”, completa.

Na exposição, Dudi Maia Rosa, por exemplo, cria uma instalação com ampliações de imagens de céus com nuvens estáticas e a partir das quais convida as crianças a registrarem, tal como ele, os frutos da imaginação em desenhos num papel. Já a dupla Gisela Motta e Leandro Lima transforma o mais fundamental acontecimento da vida em arte: sob a forma de inúmeros balões, cria um grande e múltiplo pulmão, que infla e desinfla no compasso da respiração.

A instalação de Regina Silveira é concebida como uma obra em progresso, ou seja, ela continua sendo feita mesmo depois da abertura da exposição. Em parceria com as crianças, a artista brinca com o desenho de sombras de objetos comuns. As crianças e a artista fixam essas imagens pendurando-as na parede.

Os trabalhos de Guto Lacaz e Sandra Cinto acontecem quando manivelas são acionadas. Bondinhos correm pelo espaço e um mar revolto se agita, respectivamente. Dois outros artistas, Raul Mourão e Franklin Cassaro, exploram o movimento ainda de outra forma, fazendo ver como seus trabalhos assumem aspectos diferentes ao se tornarem dinâmicos.

Ponto chave da curadoria, a interação entre aquilo que está exposto e o público foi buscada de diversas maneiras: seja pela interação direta com as obras, seja pela proposição de uma série de oficinas, que visam possibilitar aos visitantes uma livre aproximação das crianças com o fazer artístico. Nesse contexto, ganha destaque o papel do Núcleo Socioeducativo do Sesc Belenzinho.

As atividades concebidas pelo Educativo tomam como ponto de partida a reflexão sobre o lugar que ocupamos no mundo. Em YOYO – Tudo que vai, volta, as narrativas criadas na mediação contextualizam os trabalhos através de poéticas que, além de emprestar fantasia à realidade dada, alarga os limites sensíveis de cada indivíduo, imprimindo uma dimensão cultural, social e política inesperada às mesmas obras.

“Sem dúvida alguma, a parceria com o Sesc São Paulo amplia a dimensão sociocultural do projeto, que ganha reverberações várias a partir de um olhar dedicado às experiências vividas pelo público e aqui encaradas como legítimos procedimentos artísticos. Nesse sentido, é fundamental estarmos lado a lado de um dos espaços mais atuantes do Brasil, instituição que ao longo de sua história sempre teve uma forma franca e respeitosa de lidar com a diversidade de seu público, atuando na vanguarda das propostas expositivas”, afirma Ribenboim.

A mostra, que fica em cartaz até 22 de julho, contará com uma série de oficinas ministradas por parte dos artistas que integram a exposição, além de atividades realizadas pela equipe de educadores do Núcleo Socioeducativo do Sesc Belenzinho. Também será impressa uma edição especial da revista YOYO, com atividades e brincadeiras sobre arte contemporânea, além de entrevistas com os artistas, realizadas por crianças.

Feira YOYO

No fim de semana dos dias 26 e 27 de maio, o Sesc Belenzinho recebe ainda a Feira YOYO, primeiro evento de arte impressa e publicações independentes totalmente dedicado ao público infantil.

Dezenas de editores e artistas apresentarão ao público livros, zines, gravuras, ilustrações, adesivos, cartazes e as mais variadas obras gráficas destinadas às crianças e produzidas em pequena escala. A Feira prevê ainda a realização de conversa com pesquisadores e profissionais da área editorial, e oficinas artísticas, cuja programação será divulgada em breve.

Os interessados em participar da Feira Yoyo devem preencher e enviar um formulário disponível no site do Sesc até o dia 13 de abril.

Revista YOYO

Ponto de partida da exposição, YOYO é uma revista colecionável, que procura aguçar a curiosidade e ampliar o universo cultural das crianças por meio de uma série de atividades, criadas em colaboração com ilustradores, designers, escritores e fotógrafos.

Seu conteúdo é sempre criado a partir de um tema, escolhido pela possibilidade de criar conexões com diversas áreas do conhecimento, tais como Artes Plásticas, Música, Cinema, Literatura, Dança, Geografia e idiomas, além de questões ligadas à cidadania, sustentabilidade.

A revista YOYO ganha edição especial para a mostra, com direção gráfica de Kiko Farkas. A publicação estará disponível aos visitantes gratuitamente e servirá como material de mediação entre o público e a exposição. Na revista, as crianças descobrirão um pouco sobre o processo de criação de cada um dos trabalhos a partir do olhar de outras crianças, responsáveis por entrevistar os artistas e apresentá-los ao grande público. A publicação também inclui brincadeiras criadas pelos próprios artistas, que dialogam com seus trabalhos, e sugestão de atividades que extrapolam o espaço expositivo. Para além disso, o público poderá interagir com as obras, e sobre elas refletir, fazendo conexões com a vida cotidiana.

“O projeto, como um todo, tem o intuito de aproximar as crianças das diversas linguagens e expressões artísticas contemporâneas ampliando assim suas experiências com o universo da arte”, afirmam Liana Mazer e Ricardo Ribenboim.

Serviço
YOYO – Tudo que vai, volta
Local: Sesc Belenzinho
Abertura: Dia 5 de maio, às 11h.
Visitação até 22 de julho de 2018. De terça a sábado, das 10h às 21h; domingos e feriados, das 10h às 19h30
Endereço: R. Padre Adelino, 1000 | Belenzinho
www.sescsp.org.br/
Entrada gratuita

 27538698078_9e6bce5bb8_kUm rei tolo será, de Dudi Maia Rosa | crédito: divulgação 

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18
abr
2018
Fátima Scofield | Verão 2019 – Minas Trend

Fátima Scofield – Marca estreia nas passarelas do Minas Trend

O vazio é uma “possibilidade ainda a ser preenchida”. 

Kenya Hara

Fátima Scofield estreia nas passarelas do Minas Trend com sua coleção de Verão 2019. Em sua primeira apresentação, a marca explora o conceito do ma: uma abertura entre o espaço e o tempo que dá forma à vida. Um exercício que traz a tona uma minuciosa criação de fluidos e esvoaçantes. “O vazio aqui é possibilidade e expectativa, iminência de acontecimentos entre o corpo e a vestimenta” diz Fátima Scofield.
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A coleção aponta o novo momento da grife com vestidos longos de seda pura que esbanjam movimento e fluidez, destaque predominante da temporada. Com inspiração em lingeries e pijamas de seda, as transparências são as novidades da coleção. Os materiais são ricos e preciosos, como o chiffon de seda, georgette de seda, crepe e cetim de seda, em um mix de texturas que conferem modernidade e a leveza retratada pela marca.

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Estampas de florais aquarelados foram criadas pelo designer Gabriel Lima, especialmente para a grife, com direção do estilista Daniel Correa. A cartela de cores explora uma ampla gama de tons, ressaltando o turquesa, coral, goiaba, verde esmeralda, cereja e amarelo louro.

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Com styling de Renata Correa, o début de Fátima Scofield na passarela do Minas Trend aconteceu no segundo dia do evento, dia 17 de abril, às 16 horas. O designer Alexandre Dellela assina as sandálias, idealizadas com exclusividade para a marca, assim como a grife mineira de bolsas Isla, que junto com Fátima, criou algumas peças com a proposta de reforçar a identidade única da marca. O shape escolhido para as clutches foi o redondo remetendo ao tema da coleção, e as bolsas foram revestidas manualmente com estampas e prints exclusivos que serão vistas à primeira mão no desfile.

Ficha Técnica – Minas Trend

Direção Geral: Fátima Scofield

Direção Criativa: Daniel Correa

Direção Executiva: Laura Scofield

Beleza e Hair: Ricardo dos Anjos

Styling: Renata Correa

Trilha Sonora: Max Blum

Parceiros: Alexandre Dellela e Isla

Equipe: Rachel Vorcaro, Gabriel Lima, Janaína Andrade, Leonardo Leite, Caio Martins, Cláudia Pisso, Felipe Scofield

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